A pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja usar a crise política envolvendo aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro para intensificar ataques. A estratégia visa explorar a prisão de um candidato e as investigações que atingem o núcleo político do senador no estado.
Auxiliares da campanha petista afirmam que o palanque de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro “implodiu” após a prisão de Márcio Canella, pré-candidato ao Senado. Canella foi detido na terça-feira (7) após agentes da Polícia Federal encontrarem um fuzil de calibre restrito em seu veículo durante uma busca e apreensão.
A avaliação dentro do PT é que a sucessão de investigações contra lideranças ligadas ao grupo político de Flávio abre espaço para desgastar a candidatura do senador. O cenário inclui a condenação de Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o alvo de duas operações da PF, retirando seu nome da disputa, sem substituto definido.
Além do problema no Rio, a equipe petista pode explorar outras questões, como a defesa da soberania por Flávio Bolsonaro e a crise envolvendo a ex-primeira dama. Em outros estados, a pré-campanha do senador aposta em vantagens em São Paulo e Minas Gerais, onde avalia que o PL possui mais alternativas para a disputa estadual.

