O Partido dos Trabalhadores (PT) planeja orientar os evangélicos filiados a apoiar a reeleição de Lula. A estratégia visa diminuir a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segmento, segundo pesquisa Genial/Quaest. O parlamentar detinha 41% dos votos evangélicos, contra 26% do petista.
A investida faz parte de um plano petista para enfraquecer o principal adversário de Lula nas eleições de 2026. O PT conta com cerca de 1,6 milhão de filiados, sendo 500 mil deles evangélicos. Esse núcleo será estimulado a intensificar a campanha diretamente nas igrejas, promovendo debates sobre políticas públicas e programas do governo Lula.
O partido também pretende explorar a crise na campanha de Flávio Bolsonaro. A imagem do parlamentar sofreu desgaste após notícias sobre suposto envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Adicionalmente, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expôs em vídeo que o enteado a teria maltratado, um fator que afeta o apoio religioso.
As primeiras ações mostraram efeito. Em maio, o senador registrava 49% das intenções de voto entre evangélicos. No mês seguinte, esse percentual caiu para 41%, indicando uma redução no apoio dentro do grupo, conforme dados de veículos de comunicação.

