O publicitário Thiago Miranda, investigado pela Polícia Federal sob suspeita de coordenar ataques ao Banco Central, anunciou o encerramento das atividades de sua agência Mithi e um período sabático. O anúncio ocorre dias após a PF realizar uma operação de busca e apreensão em sua residência, investigando a ação coordenada em redes sociais.
Miranda declarou em nota que está encerrando dez anos de trabalho ininterrupto na agência. Ele afirmou estar “bem, feliz e profissionalmente realizado” e deseja aproveitar um ano sabático antes de iniciar um novo projeto. A agência, que liderou estratégias para nomes influentes da política, encerra um ciclo na comunicação brasileira, segundo o publicitário.
A operação da PF contra Miranda, contratado para gestão de crise de um executivo do Banco Master, apreendeu equipamentos eletrônicos. As investigações apuram a atuação de possível organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas e ao monitoramento ilícito. Contratos da Mithi com influenciadores que atacaram a autarquia chegavam a R$ 8 milhões.
Segundo a PF, os fatos podem configurar crimes contra o sistema financeiro nacional e organização criminosa. A defesa de Miranda refuta qualquer ilegalidade, sustentando que sua atuação sempre foi pautada pela legalidade. Os investigadores apuram também tentativas de interferir em investigações criminais.

