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Economia

Publicitário investigado encerra agência após operação da PF

Carla Fernandes
Última atualização: 14 de julho de 2026 08:40
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O publicitário Thiago Miranda, investigado pela Polícia Federal sob suspeita de coordenar ataques ao Banco Central, anunciou o encerramento das atividades de sua agência Mithi e um período sabático. O anúncio ocorre dias após a PF realizar uma operação de busca e apreensão em sua residência, investigando a ação coordenada em redes sociais.

Miranda declarou em nota que está encerrando dez anos de trabalho ininterrupto na agência. Ele afirmou estar “bem, feliz e profissionalmente realizado” e deseja aproveitar um ano sabático antes de iniciar um novo projeto. A agência, que liderou estratégias para nomes influentes da política, encerra um ciclo na comunicação brasileira, segundo o publicitário.

A operação da PF contra Miranda, contratado para gestão de crise de um executivo do Banco Master, apreendeu equipamentos eletrônicos. As investigações apuram a atuação de possível organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas e ao monitoramento ilícito. Contratos da Mithi com influenciadores que atacaram a autarquia chegavam a R$ 8 milhões.

Segundo a PF, os fatos podem configurar crimes contra o sistema financeiro nacional e organização criminosa. A defesa de Miranda refuta qualquer ilegalidade, sustentando que sua atuação sempre foi pautada pela legalidade. Os investigadores apuram também tentativas de interferir em investigações criminais.

TAGGED:Banco CentralCaso Mastercrise-comunicacaoinvestigaçãoPolícia Federalpublicitário
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