Quase metade dos indivíduos que utilizam medicamentos GLP-1 para emagrecimento opta por não revelar o tratamento a parceiros românticos, segundo pesquisa conduzida pela ZipHealth. A investigação, que entrevistou mil norte-americanos solteiros, aponta que, embora o uso do medicamento aumente a autoconfiança, o estigma corporal ainda impede a transparência em relacionamentos.
A pesquisa, que abrangeu mulheres (50,9%), homens (46,2%) e pessoas não binárias (2,6%), revelou que 5,1% dos participantes utilizavam um medicamento GLP-1. Entre os usuários, 74% relataram ter saído para encontros enquanto faziam o tratamento e notaram resultados positivos, com um aumento de 60% nos encontros mensais. Além disso, 54% afirmaram sentir mais confiança em relação ao próprio corpo.
Mais da metade dos participantes contou o uso do medicamento a parceiros ou pretendentes, e 85% receberam reação neutra ou positiva. Contudo, 43% optaram por não fazer essa revelação. As justificativas apresentadas pelos entrevistados variaram, incluindo o fato de o assunto ser muito pessoal (19%) ou o receio de ser julgado por ter escolhido o “caminho mais fácil” (10%).
Um quarto dos participantes afirmou que ninguém deveria ser obrigado a revelar o uso de medicamentos GLP-1, encarando a informação como uma decisão privada. O estudo levanta questões éticas sobre confidencialidade médica e o estigma persistente associado à imagem corporal, mesmo com a crescente normalização do uso desses tratamentos.

