A Axia Energia, antiga Eletrobras, deve sentir pressão no resultado do segundo trimestre devido à queda nos preços de energia. O Goldman Sachs reduziu a projeção de Ebitda ajustado para R$ 6,2 bilhões, ante R$ 6,7 bilhões, segundo o banco.
A revisão da projeção reflete a queda dos preços de energia no curto prazo. O valor caiu para cerca de R$ 240/MWh em 2026, comparado a R$ 280/MWh no modelo anterior, conforme o Goldman Sachs. Temperaturas mais baixas e chuvas mais fortes contribuíram para a redução da demanda e o aumento da oferta.
O impacto negativo se concentra no trimestre analisado. Para o ano de 2026, o Goldman reduziu a projeção de Ebitda em apenas 3%, mantendo a estimativa para 2027. A projeção da CCEE para o GSF subiu para cerca de 84% em 2026, ante 80% antes, indicando maior disponibilidade de energia.
Apesar do revés de curto prazo, o Goldman Sachs manteve a tese de proventos da companhia. O banco projeta que a Axia distribua entre 10% e 14% ao ano em dividendos e recompras entre 2026 e 2028. A recomendação de compra permanece, com preço-alvo de R$ 67 para AXIA3.

