A queda no preço internacional do petróleo em junho não resultou em redução expressiva nos custos dos combustíveis para o consumidor brasileiro. O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) explica que a formação dos preços depende de margens de distribuição, carga tributária e custos logísticos.
Apesar do recuo do preço do petróleo Brent em junho, favorecendo a produção, o alívio não chegou integralmente ao consumidor final. A gasolina comum manteve preço estável, enquanto o diesel registrou redução modesta. O etanol foi o combustível que apresentou a queda mais significativa, auxiliado pelo avanço da safra de cana-de-açúcar.
No caso da gasolina, a queda de 27,4% no preço do produtor foi absorvida pela cadeia de comercialização. A margem bruta de distribuição e revenda saltou 78,5%, saindo de R$ 0,93 em maio para R$ 1,66 por litro em junho, mantendo o preço de revenda estável (-0,3%).
Para o diesel, a redução de 11,6% no preço do produtor foi neutralizada pela reoneração dos tributos federais (PIS/Cofins) em junho. A diminuição de 9,6% promovida pela Petrobras em suas refinarias buscou compensar o retorno da carga tributária, resultando em um recuo final de apenas 1,4% no preço.

