O número de adultos com níveis precários de escolaridade tem caído no Brasil. Contudo, a análise aponta que a melhoria não decorre primariamente de políticas públicas educacionais, mas sim de um efeito de inércia demográfica.
A queda nos indicadores de escolaridade precária é um fato observado anualmente no país. No entanto, a análise indica que o fator principal dessa redução não é o avanço de programas educacionais voltados para jovens e adultos.
Os indicadores de escolaridade apresentam pior desempenho entre os indivíduos mais velhos, grupo que teve menor acesso à educação no passado. Com a ocorrência natural da mortalidade nesse segmento geracional, a média de anos de estudo de toda a população aumenta.
Esse fenômeno configura um efeito de inércia demográfica. A passagem do tempo atua como o motor principal na alteração dos dados de escolaridade da população brasileira.

