A rapper Ebony recebeu a Medalha Tiradentes na terça-feira, dia 30, durante um evento na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A honraria, concedida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), reconhece serviços relevantes ao estado em uma cerimônia focada no combate ao feminicídio.
O evento, batizado de “Hip Hop Contra o Feminicídio”, também marcou o lançamento da Universidade do Hip Hop, uma iniciativa que selecionou oito MCs para atividades de extensão na universidade. A medalha foi proposta pela deputada Dani Monteiro, que preside a Frente Parlamentar em Defesa do Hip Hop na Alerj. O encontro reuniu nomes do hip hop, produção musical e o meio acadêmico para debater como o acesso à cultura auxilia no combate à violência contra a mulher.
Ebony, nascida em Queimados, é considerada uma das vozes mais fortes do rap feminino brasileiro. Sua carreira, construída fora dos esquemas tradicionais, aborda temas como racismo, machismo, sexualidade e saúde mental. A artista declarou que o reconhecimento tem um peso especial, pois ela sentiu que o mundo universitário era oposto a ela por muito tempo.
Segundo Ebony, a homenagem no meio acadêmico faz com que ela sinta que seu trabalho tem sentido. Ela afirmou que espera inspirar outras jovens e jovens negros a entenderem que podem ocupar qualquer lugar, desde que acreditem em si mesmos. A cerimônia também teve a apresentação do livro “MC Não É Bandido”, com texto de contracapa escrito pela própria artista.

