Pesquisadores descobriram que a indefesa dos recém-nascidos humanos persiste há mais de um milhão de anos. O estudo, publicado em revista científica, analisou deformações cranianas em amostras modernas e fósseis, sugerindo que o cuidado intensivo com os bebês é parte da história evolutiva da espécie.
A pesquisa, conduzida por um antropólogo da Universidade de Tóquio, utiliza um método que busca alterações na forma do crânio ocorridas logo após o nascimento. Essa análise comparou 123 bebês saudáveis atuais com 385 crânios humanos históricos, além de espécimes de grandes símios e fósseis de Homo erectus e Homo floresiensis.
Os resultados indicaram que todos os espécimes humanos, sejam modernos ou fósseis, apresentaram um espectro de deformação e formas de cabeça muito mais amplo que os chimpanzés, gorilas e orangotangos. O pesquisador Yousuke Kaifu explicou que a deformação craniana em esqueletos pode ser um indicador de indefesa infantil, implicando um crânio mole e potencial imobilidade da cabeça.
A descoberta sugere que a responsabilidade pelo cuidado infantil não é apenas uma adaptação recente, mas um componente integral da história humana, remontando ao ancestral comum de Homo erectus e Homo floresiensis, há mais de 1 milhão de anos.

