Um recrutador ligado a Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua residência próxima a Paris, na França. O homem, de 69 anos, era investigado por autoridades francesas por tráfico de pessoas e estupro, crimes que ele negava. Uma investigação foi aberta para apurar a causa da morte.
O indivíduo, apontado como um dos recrutadores de mulheres para Epstein, aparece em mais de mil documentos dos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os registros indicam que ele manteve contato frequente com o financista norte-americano e recebeu pagamentos por viagens para buscar mulheres interessadas em trabalhos de modelo.
O recrutador afirmava que sua relação com Epstein era profissional e que participava de processos legítimos de seleção. Contudo, uma ex-modelo sueca denunciou o homem, alegando ter sido recrutada por ele em 1990 e posteriormente vítima de estupro na França. O advogado do homem negou a acusação.
O caso integra uma investigação mais ampla conduzida por autoridades francesas sobre possíveis conexões entre cidadãos do país e a rede de exploração sexual associada a Epstein. O financista norte-americano faleceu em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual nos Estados Unidos.


