A reforma tributária, em vigor em 2026, impõe novos desafios para prestadores de serviço na área da saúde. O novo sistema, que consolida CBS e IBS no IVA Dual, exige que médicos e gestores adotem medidas preventivas para proteger o caixa e garantir a viabilidade financeira.
A legislação alterou a estrutura de tributos, eliminando PIS, Cofins, ICMS e ISS. Estes foram substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), formando o Imposto de Valor Agregado (IVA) Dual. A transição desse novo modelo se estenderá até o final de 2032, com vigência total em 2033. Além disso, a reforma do Imposto de Renda passou a taxar lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais.
Para lidar com as nuances, especialistas sugerem quatro passos. O primeiro é avaliar a equiparação hospitalar da pessoa jurídica, o que pode reduzir a base de cálculo no Lucro Presumido para clínicas que realizam procedimentos. O segundo passo é manter um livro-caixa para organizar despesas dedutíveis de forma legal. O terceiro consiste na contratação de previdência complementar (PGBL), que pode ser usada como dedução no Imposto de Renda da pessoa física.
O quarto e último passo é adotar uma gestão financeira estruturada, considerada um “check-up” preventivo para o negócio. Segundo Júlia Lázaro, fundadora da Mitfokus da Clínica Salève, o planejamento tributário garante previsibilidade de caixa e crescimento sustentável para o empreendimento de saúde.

