Médicos afirmam que entre 20% e 30% dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica apresentam reganho de peso ao longo dos anos. Especialistas entendem que a obesidade é uma doença crônica que exige acompanhamento contínuo, e não apenas disciplina.
O retorno de peso após o procedimento cirúrgico envolve fatores metabólicos, hormonais e comportamentais, explicou um especialista em gastroenterologia em Jundiaí, São Paulo. Ele declarou que o tratamento moderno da obesidade deve começar após o emagrecimento, combinando a redução gástrica com o suporte metabólico de agonistas de GLP-1 para resultados sustentáveis.
A qualidade da perda de peso também é crucial, segundo outro especialista em São Paulo. Ele comentou que a perda de massa muscular junto com a gordura impacta o metabolismo e aumenta a chance de recuperação do peso. Além disso, a gastroplastia endoscópica surge como alternativa menos invasiva, reduzindo a capacidade gástrica de cerca de 1.300 mililitros para aproximadamente 200 mililitros sem desvios intestinais.
A tendência médica aponta para a complementariedade de estratégias. Médicos afirmam que não há disputa entre cirurgia, endoscopia e medicamentos. Estudos mostram que a associação entre a gastroplastia endoscópica e agonistas de GLP-1 pode gerar perdas superiores a 25% do peso corporal. O sucesso, contudo, depende da atuação de equipe multidisciplinar, incluindo nutricionistas e psicólogos.

