O Reino Unido passou a ter um novo Primeiro-Ministro, Andy Burnham, nomeado pelo rei Charles III após a saída de Keir Starmer. O país funciona sob um sistema de monarquia parlamentarista, onde o monarca representa a nação, mas o poder de governar é exercido pelo Primeiro-Ministro, escolhido pelo Parlamento.
O sistema político britânico estabelece uma separação entre o chefe de Estado e o chefe de Governo. O rei Charles III exerce funções cerimoniais e constitucionais, sem poder executivo. As decisões sobre economia, saúde e políticas públicas são tomadas pelo Primeiro-Ministro, que deve manter o apoio da maioria no Parlamento para permanecer no cargo.
A estrutura atual difere do passado absolutista. Séculos atrás, o rei concentrava todos os poderes. Contudo, conflitos levaram à Guerra Civil Inglesa e, posteriormente, à Revolução Gloriosa em 1688. Este evento resultou na Declaração de Direitos de 1689, que limitou oficialmente os poderes da monarquia e fortaleceu o Parlamento.
As ideias do Iluminismo, como as defendidas por John Locke e Montesquieu, influenciaram a transição para sistemas constitucionais na Europa. Hoje, os cidadãos elegem representantes para a Câmara dos Comuns, e o líder do partido majoritário é convidado pelo monarca para ser o Primeiro-Ministro, consolidando o modelo parlamentar influente mundialmente.

