Relógios de alta relojoaria substituem joias ostensivas como principal símbolo de status entre jogadores de futebol de elite. A mudança reflete uma transição do excesso para a exclusividade no consumo de alto padrão, conforme observam especialistas no mercado.
Historicamente, o sucesso no futebol era associado a uma estética de conquista marcada por joias grandes e brilhantes, como correntes de ouro e pingentes chamativos. Essa ostentação ligava a ascensão profissional à demonstração de riqueza. Contudo, essa linguagem de exibição está mudando nos últimos anos.
Na Copa do Mundo de 2026, atletas como Lionel Messi, Enzo Fernández e Lamine Yamal utilizaram relógios de marcas tradicionais suíças, como Patek Philippe, Rolex e Audemars Piguet. Essas peças são produzidas em quantidades limitadas e exigem repertório para serem reconhecidas, funcionando como um código de pertencimento.
Renan Bastos, especialista no mercado internacional de relógios de luxo, afirmou que o luxo passou a ser percebido pela exclusividade. Ele explicou que “um relógio extremamente raro comunica muito mais do que diversas joias usadas ao mesmo tempo”. Essa tendência se alinha ao conceito de “quiet luxury”, que valoriza a discrição e a tradição.
Para o especialista, o atleta moderno absorveu o comportamento de consumidores de alto patrimônio. Ele busca peças que transmitam história e pertencimento a um universo restrito, em vez de buscar reconhecimento imediato com acessórios chamativos.

