A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá completou trinta anos de existência no Amazonas. A unidade de conservação é referência internacional por conciliar a proteção da biodiversidade com a permanência de comunidades tradicionais em seu território.
Criada para conservar a floresta e assegurar o uso sustentável dos recursos, a RDS permite que moradores locais participem das ações de preservação. O modelo combina conhecimento comunitário, pesquisa científica e manejo responsável da natureza. Com mais de um milhão de hectares de floresta de várzea, Mamirauá integra o Complexo de Conservação da Amazônia Central, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial Natural.
O manejo participativo do pirarucu é um dos resultados centrais da atuação na reserva. A iniciativa junta pesquisas e o conhecimento dos pescadores para definir a captura, o que ajudou a recuperar os estoques da espécie em mais de 600%. Além da pesca, a reserva desenvolveu o turismo de base comunitária e o manejo sustentável da floresta.
O modelo de RDS, idealizado na década de 1980, demonstrou que era possível reconhecer as comunidades como protagonistas da conservação, diferentemente de outras áreas protegidas da época. Atualmente, esse modelo se expandiu e é adotado em 46 unidades de conservação no Brasil.

