O ressentimento, segundo o texto, gera um gosto amargo, manifestando-se tanto na torcida contra em eventos esportivos quanto em ações políticas. O autor usa a final da Libertadores de 2019, onde o Flamengo venceu o River Plate, como exemplo de mágoa pela alegria alheia.
O sentimento de mágoa foi vivenciado pelo autor durante a final da Libertadores de 2019, quando o Flamengo venceu o River Plate. Apesar de torcer contra os rubro-negros, o autor sentiu-se chateado com a alegria da torcida, mesmo sabendo que o adversário não era o Fluminense, seu time. Esse sentimento se repetiu quando o Flamengo perdeu o Campeonato Mundial para o Liverpool no mês seguinte.
A crítica se estende ao ambiente digital durante a Copa do Mundo, onde usuários transformaram o evento em um ‘tribunal’ de preconceito e xenofobia. O autor questiona se vale a pena trocar o amor pelo time pelo ódio ao rival. A palavra alemã para essa alegria pela desgraça alheia é *Schadenfreude*.
A analogia se estende à política, onde o ressentimento move ações como a tentativa de um familiar de Bolsonaro de obter tarifas mais altas contra o Brasil. O texto conclui que, seja no futebol, nas redes ou na política, o que impulsiona a torcida contra é o ressentimento, deixando sempre um sabor amargo.


