A Revolução Francesa, ocorrida em 14 de julho de 1789, transformou o modelo político europeu e mundial. O evento pôs fim à monarquia absolutista, cujos pilares eram o poder divino do rei e o apoio da nobreza e do clero.
No século XVIII, a França era governada por um regime absolutista. O rei detinha poder total, e a Igreja Católica sustentava a ideia de que seu poder vinha de Deus. O Terceiro Estado, composto pelo povo, arcava com os impostos, enquanto o clero e a nobreza mantinham privilégios. Contudo, pensadores iluministas surgiram com ideias contrárias ao sistema, defendendo o lema “Liberté, Égalité, Fraternité”.
Entre esses pensadores, Montesquieu propôs a divisão do poder em Executivo, Legislativo e Judiciário. Em 14 de julho de 1789, o povo francês atacou a Bastilha, prisão de opositores. Em 1793, a condenação do rei à morte consolidou o fim do antigo regime francês.
Essas ideias se espalharam globalmente. No Brasil, a influência chegou em 15 de novembro de 1889, quando militares e burgueses derrubaram a monarquia. Eles proclamaram a República, instituindo os três poderes idealizados por Montesquieu, modelo que sustenta a democracia atual.

