A pressão por eficiência operacional força as áreas de Recursos Humanos a comprovarem seu impacto nos resultados empresariais. Especialistas defendem que o RH deve alinhar iniciativas de gestão de pessoas a indicadores de negócio, como receita e produtividade, para ganhar reconhecimento estratégico.
O debate ganha força diante do baixo engajamento de colaboradores. Segundo levantamento da Gallup, apenas 21% dos trabalhadores no mundo estavam engajados em suas atividades em 2025, o que afeta a competitividade das empresas. Por isso, especialistas defendem um RH mais analítico e orientado por dados.
Rafael Giupponi, CEO da InCicle e porta-voz do RH Extraordinário, comentou que muitos gestores focam apenas na execução de processos, como treinamento e avaliação de desempenho. Ele afirmou que o RH que demonstra resultado ganha mais espaço nas decisões estratégicas, desde que consiga provar o impacto em métricas como margem e performance.
A proposta do RH Extraordinário é que as entregas da área sejam avaliadas pelos impactos gerados ao negócio, e não apenas pelo volume de atividades. Giupponi explicou que, ao mostrar que uma iniciativa reduziu perdas ou aumentou produtividade, a área deixa de ser vista como custo e passa a ser reconhecida como motor de crescimento.

