A prefeitura do Rio de Janeiro decretou a desapropriação de dois imóveis em Copacabana e Ipanema para criar depósitos públicos. A medida faz parte do Programa Tolerância Zero, que busca ordenar o comércio ambulante na orla da Zona Sul, entre Leme e Leblon, onde foram mapeados pelo menos 22 depósitos clandestinos.
A iniciativa visa substituir os depósitos informais, nos quais são guardados equipamentos de ambulantes, como carrocinhas e guarda-sóis. Segundo a coordenadora-geral do Movimento Unido dos Camelôs, um carrinho guardado pode custar R$ 50 por semana, enquanto um triciclo pode atingir R$ 100 semanais, tudo em caráter informal.
O poder público identificou que facções criminosas cobram até R$ 300 diariamente dos ambulantes para o uso do espaço público. A chamada “logística criminosa” movimenta cerca de R$ 100 milhões anualmente, segundo a Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop). A prefeitura registra 1.030 ambulantes legalizados no trecho, com Copacabana concentrando a maior parte deles.
O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que os dois imóveis desapropriados servirão como estruturas legais para dar apoio logístico aos trabalhadores regularizados, diferenciando-os da atividade ilegal no espaço público.

