Analistas apontam um risco de desvalorização no setor de hardware de inteligência artificial. O problema reside no descompasso entre o prazo de emissão de títulos por grandes empresas de nuvem, que chega a dez anos, e a vida útil real dos ativos, estimada em cinco ou seis anos.
O questionamento foi levantado por um convidado em programa de televisão, que classificou a situação como um “cenário de baixa” para o setor. As grandes empresas de nuvem depreciam as unidades de processamento gráfico (GPU) em cerca de cinco a seis anos. Reduzir essa vida útil impacta o resultado operacional no curto prazo, enquanto o investimento em capital (capex) se aprofunda.
A NVIDIA, por exemplo, divulgou compromissos de suprimento total de US$ 119 bilhões. Cerca de 50% da receita de Data Center da companhia provém dessas grandes empresas. Uma revisão para baixo dos cronogramas de depreciação pode apertar as margens de ambas as partes envolvidas no comércio.
Outras empresas do setor mostram cenários variados. A AMD registrou receita de US$ 10,25 bilhões no primeiro trimestre de 2026. A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSM) manteve projeção de crescimento superior a 30% para o ano, apesar de preocupações com expansão fabril global.

