A vida política de Jair Bolsonaro foi marcada por tensões envolvendo as mulheres com quem se relacionou. A atual crise entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro reflete um padrão de disputas familiares, que já ocorreu com Rogéria e Ana Cristina Valle.
O padrão familiar envolveu situações políticas que geraram rachas e disputas eleitorais. Michelle Bolsonaro, que deixou o comando do PL Mulher, demonstra relutância em apoiar o enteado, o que gera crise no momento de maior projeção dele. Em 2000, por exemplo, o então deputado Bolsonaro colocou um filho do casal Rogéria, vereadora carioca, para concorrer contra a própria mãe.
A união estável com Ana Cristina Valle, que durou de 1997 a 2008, foi marcada por escrutínio após a eleição de 2018. Durante investigações sobre supostas “rachadinhas” de Flávio, Ana Cristina foi peça-chave. O Ministério Público analisou dados bancários da família e verificou que, dos R$ 4,8 milhões pagos em salários no período, R$ 4 milhões foram retirados em espécie.
Ana Cristina Valle desabafou em carta enviada a Jair em 2007 sobre os problemas do relacionamento, mencionando atritos e o título de “sedutora de menor”. Além disso, a ex-primeira-dama manifestou descontentamento com tentativas de Ana Cristina de buscar cargos eletivos, como deputada federal em 2018.

