Cinco empresas demonstraram interesse no leilão da BR-116, conhecida como Rodovia Régis Bittencourt, que ocorrerá em 23 de julho na B3. O Ministério dos Transportes confirmou o interesse dos grupos no ativo, considerado estratégico para o programa de concessões federal.
O certame prevê cerca de R$ 7 bilhões em investimentos ao longo do contrato. A nova concessão inclui obras de ampliação da capacidade da rodovia, melhorias operacionais e intervenções na Serra do Cafezal, um trecho que concentra gargalos logísticos. O ministro dos Transportes, George Santoro, declarou que cinco grupos estudam o projeto.
Executivos do setor apontam que a atual concessionária Arteris deve participar da disputa. A Motiva, que administra a Dutra, também figura entre as empresas cotadas. Analistas do BTG Pactual avaliam que a disputa será equilibrada, pois o alto volume de investimento exigido e o custo de capital pressionado limitam propostas muito agressivas.
A rodovia, que liga São Paulo ao Paraná, é um corredor logístico essencial. O futuro concessionário administrará cerca de 383 quilômetros, assumindo compromissos de modernização e segurança viária. A tarifa básica de pedágio é de R$ 4,30 para carros de passeio, mas a venda será decidida pelo maior desconto oferecido sobre a tarifa básica.

