O Rio de Janeiro registra nova alta nos crimes de roubo de carga, com 779 ocorrências entre janeiro e maio, um crescimento de 32,5% em relação ao ano anterior, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). A polícia aponta a atuação de facções criminosas, como o Terceiro Comando Puro (TCP), como fator do aumento.
O TCP, rival do Comando Vermelho, tem investido no roubo de cargas para financiar suas atividades. Um levantamento nacional da NTC&Logística indica que o Rio lidera os registros de roubos. Em 2025, o estado teve 3.777 ocorrências, superando São Paulo, que registrou 3.470. Os dois estados concentraram mais de 80% dos casos nacionais naquele ano.
A Polícia Civil fluminense informou que a operação Torniquete, focada em reprimir roubos e receptação, prendeu 1.050 pessoas desde setembro de 2024. O órgão afirmou que cargas e veículos recuperados estão avaliados em R$ 56 milhões. As cargas mais visadas são alimentos e cigarros, pois oferecem fluxo rápido de revenda.
O setor de transportes enfrenta custos adicionais devido ao risco. A cobrança, chamada de “custo RJ”, começou em 2017. Um representante da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, disse que “O Rio desperta risco. O motorista tem medo de ir para lá, não quer ir.”

