O rover Curiosity, da NASA, detectou um vasto campo de fraturas poligonais em Marte, evidenciando possíveis vestígios de ambientes aquosos antigos. A descoberta ocorreu no Vale Grande, na Cratera Gale, durante a jornada do explorador.
O veículo explorador, que está em sua quase 15ª missão no planeta vermelho, iniciou a subida do Monte Sharp em 2014. Pesquisadores acreditam que as encostas da montanha abrigaram cursos d’água há bilhões de anos, que desaguavam em um lago circundante. A equipe não esperava a concentração de padrões observada.
Em imagens capturadas em 19 e 20 de junho, o rover registrou texturas geométricas chamadas fraturas poligonais, medindo entre 1,5 e três polegadas de diâmetro. Cientistas nunca viram tanta concentração dessas fraturas em um único local. Um cientista do projeto da NASA, Ashwin Vasavada, declarou que o ‘mar de polígonos tirou o fôlego’ da equipe.
As fraturas podem ter sido formadas por compressão geológica ou variações de temperatura, que expulsam a umidade do sedimento. Além disso, o rover fotografou o butte Miraflores, uma formação de cerca de 20 pés de altura, que também foi moldada pela erosão ao longo de bilhões de anos.

