O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, assumiu o controle da gestão governamental, das finanças e da distribuição de recursos naturais da Venezuela a partir de Washington. A administração, que se consolidou após a aceitação de diretrizes da Casa Branca, coordena ações com a presidente interina Delcy Rodríguez.
De acordo com relatos de funcionários de ambos os países, o Departamento do Tesouro dos EUA arrecada diretamente as receitas das exportações de petróleo venezuelano. Essas receitas, comercializadas por empresas como Trafigura e Vitol, são liberadas gradualmente por bancos privados locais. Esse mecanismo permite à equipe de Rubio ditar as condições de aplicação dos fundos e oferecer proteção legal contra credores internacionais da dívida externa.
Além do monitoramento orçamentário, o secretário de Estado gerencia a concessão de licenças de exceção às sanções econômicas, priorizando a entrada de companhias norte-americanas no setor de energia em detrimento de operadoras europeias. Na esfera de segurança, a administração interina submete nomeações de alto escalão ao aval de Washington e encerrou projetos com a estatal russa Rosneft.
Em ações de reconstrução após dois terremotos no mês passado, os EUA mobilizaram 900 militares e destinaram cerca de US$ 400 milhões em assistência emergencial. Embora Rubio mencione um planejamento para transição democrática, analistas políticos indicam que a data para eleições livres permanece indefinida.

