A Rumo assinou uma prorrogação de 180 dias para a concessão da Malha Oeste, um movimento que diminui as incertezas do mercado sobre o projeto. A medida estabelece um processo de acerto de contas entre a empresa e o Governo Federal, conforme analistas de instituições financeiras.
A prorrogação visa oferecer um caminho mais claro para a resolução final do ativo. O acordo, denominado Encontro de Contas, abrange reivindicações de rebalanceamento, investimentos não amortizados e passivos regulatórios pendentes. Durante este período, a Malha Oeste não prestará serviços de transporte ferroviário, ficando responsável apenas pela custódia e manutenção essencial do ativo.
Analistas do Itaú BBA consideram positiva a formalização de que a Rumo não é solidariamente responsável pelas obrigações da Malha Oeste, o que reduz o risco de passivos para a controladora. Contudo, o Morgan Stanley aponta que o impacto final dependerá do saldo líquido de créditos e passivos entre a Rumo e o Governo Federal.
A empresa já havia provisionado R$ 2,88 bilhões no primeiro trimestre de 2026 para obrigações de arrendamento e concessão em disputa. Para o Morgan Stanley, o anúncio é operacionalmente irrelevante, visto que a Malha Oeste é um ativo antigo e inativo em termos de fluxo de caixa.

