A Santa Casa de Misericórdia, no Centro do Rio de Janeiro, está restaurando seu acervo histórico de mais de quatro séculos, enquanto moderniza sua estrutura. A instituição, fundada em 1582, planeja abrir museu e farmácia, dependendo do fim das obras de reforma.
O imóvel, que possui cerca de 61 mil metros quadrados, abriga detalhes históricos, como uma capela usada pela Família Imperial no século XIX e um salão nobre. A reforma, iniciada em março com a nova direção, visa recuperar o valor da instituição, que sofreu deterioração e dívidas, segundo o diretor-geral, Ricardo Cavalcanti.
Além da preservação cultural, os gestores buscam parcerias para fortalecer o ensino. A Santa Casa pretende atrair alunos de medicina para pesquisa e clínica, aproveitando o histórico do local, que foi sede de escolas de medicina no século XIX. A modernização inclui a instalação de centro de diagnóstico por imagem, com aparelhos como tomografia e ressonância magnética, em até 90 dias.
No térreo, será inaugurado o Museu da Farmácia, que catalogará insumos de época, ao lado da farmácia do hospital, destinada apenas a pacientes. Atualmente, a unidade atende cerca de 13 mil pacientes por mês, oferecendo mais de 30 serviços de saúde com consultas a partir de R$ 100.

