O Santander Brasil divulgou resultados do segundo trimestre de 2026, apresentando lucro líquido gerencial de R$ 3,014 bilhões. O número representa queda de 20% em relação ao primeiro trimestre e 18% na comparação anual, pressionado por alta nas provisões e receitas mais fracas.
O principal fator de deterioração do resultado foi o aumento das despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD), que atingiram R$ 7,65 bilhões. Esse valor representa alta de 21% frente ao trimestre anterior e 12% na comparação anual, segundo o banco. O movimento reflete casos corporativos específicos e um ambiente de crédito mais desafiador.
O lucro antes dos impostos (EBT) totalizou R$ 2,54 bilhões, recuando 45% ante o trimestre anterior. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) caiu para 12,5%, um nível que o Goldman Sachs apontou como o menor em quase três anos. A margem financeira com clientes (NII) também caiu 3% no trimestre, ficando abaixo das projeções de analistas.
Analistas de outras instituições observaram divergências na qualidade dos ativos. Enquanto o JPMorgan e o Goldman Sachs apontaram que a estabilidade da inadimplência se deveu à nova política de baixas contábeis, o Bradesco BBI notou melhora nos indicadores antecedentes, especialmente no segmento de pequenas e médias empresas. O Itaú BBA classificou o balanço como negativo, citando que receitas fracas encontraram provisões significativamente maiores.

