São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, demonstra um modelo de desenvolvimento local bem-sucedido, que atraiu cerca de 40 novos negócios em oito anos. Contudo, a cidade enfrenta obstáculos significativos nas esferas federal e estadual, que impedem a consolidação de estratégias regionais.
O município implementou uma política de desenvolvimento local em 2005, contratando uma agência que funcionou como secretaria econômica, focada em agilizar processos para investidores. Essa abordagem resultou no pleno emprego em 2013, após a atração de indústrias. Posteriormente, a cidade elaborou o diagnóstico ‘São João 2050’ com apoio da USP Cidades, um modelo replicado em outras cidades da região.
Os ativos locais incluem um aeroporto com pista pavimentada de 1.500 metros e quatro instituições de ensino superior. Com base nisso, a cidade consolidou uma estratégia para criar um distrito aeronáutico, aproveitando a engenharia da UNESP para atender ao mercado de defesa nacional. Um seminário estratégico reuniu 20 secretários de cidades vizinhas para mapear essa cadeia.
Apesar do planejamento, a implementação sofre com falhas federativas. No âmbito federal, projetos com recursos disponíveis foram paralisados por exigências de formato. No nível estadual, um projeto da cadeia aeronáutica regional foi recusado por não se enquadrar no critério de apoiar cadeias já consolidadas, o que nega o conceito de política de desenvolvimento.

