O governo de São Paulo implementou monitoramento por satélite e inteligência artificial em cerca de 1.000 km do rio Tietê, desde Suzano até a foz em Itapura. O sistema, parte do programa IntregraTietê, cobre também o rio Pinheiros e diversos reservatórios, visando identificar alterações ambientais e poluição.
A tecnologia analisa a superfície da água em áreas de aproximadamente 3 metros por 3 metros, utilizando a luz absorvida para identificar variações na concentração de matéria orgânica dissolvida colorida, frequentemente associada a esgoto. Esse método permite visualizar tendências e emitir alertas automáticos para as equipes técnicas da Cetesb.
O sistema processa os dados de satélite com auxílio de inteligência artificial, cruzando-os com informações da rede de monitoramento da companhia, estações de tratamento de esgoto e áreas fiscalizadas. As informações são exibidas em mapas geoespaciais, classificando os trechos em faixas que indicam a concentração de poluição.
Além da detecção de matéria orgânica, o monitoramento também acompanha a proliferação de algas nos reservatórios, fenômeno ligado à formação da “nata verde” no médio e baixo Tietê, em convênio com o Inpe. Em casos específicos, drones podem ser usados para investigar locais apontados pelo monitoramento remoto.

