As saunas de infravermelho são divulgadas como método para reduzir fadiga e dores musculares após exercícios. Contudo, evidências científicas sobre a aceleração da recuperação física são limitadas e contraditórias, segundo revisões de estudos recentes.
O aquecimento corporal, promovido pela sauna infravermelha, ocorre com temperaturas entre 40°C e 60°C, diferente das saunas finlandesas tradicionais. O calor provoca dilatação de vasos sanguíneos e ativa proteínas de choque térmico, o que justifica a investigação fisiológica do método. No entanto, a maioria dos estudos não mediu a temperatura muscular, dificultando a comprovação de efeitos esperados.
Uma revisão sistemática de 2025 analisou 14 trabalhos sobre aquecimento corporal. Dos nove estudos que focaram em recuperação de curto prazo, apenas dois avaliaram a sauna infravermelha. Os resultados mostraram que o aquecimento corporal teve pouco ou nenhum efeito consistente sobre marcadores de lesão muscular ou inflamação.
Em um estudo de 2023 com jogadores de basquete, o uso da sauna infravermelha resultou em menor dor muscular e menor redução no desempenho de salto 14 horas depois. Contudo, os pesquisadores apontaram que as expectativas positivas dos participantes podem ter influenciado a percepção de recuperação. O calor pode manter os músculos aquecidos, mas não garante reparo mais rápido.
Os especialistas afirmam que a sauna deve ser vista primariamente como estratégia de relaxamento, auxiliando no alívio da dor e no bem-estar. Para a recuperação física, métodos comprovados como sono adequado, hidratação e alimentação equilibrada permanecem essenciais.

