A segurança pública figura como um ponto fraco na avaliação do governo Lula, segundo dados de pesquisas de 2026. O tema, que ganhou destaque nacional após a intervenção federal no Rio de Janeiro em 2018, carece de uma resposta política unificada entre os lados.
Apesar de o PT ter conquistado eleições nacionais com foco em políticas sociais, a ansiedade da sociedade sobre o crime organizado não encontra resposta plena no atual governo. Medidas pontuais, como o Celular Seguro e a PEC da Segurança Pública, foram implementadas, mas a maioria dos eleitores espera que a redução da violência ocorra como consequência de maior emprego e renda no longo prazo.
Em contrapartida, o discurso de mão dura, inspirado no modelo de El Salvador, inspira a oposição. Contudo, essa abordagem, que envolve estado de exceção e prisões em massa, esbarra na tradição institucional brasileira e no apego ao devido processo legal, sendo rejeitada por grande parte da opinião pública.
Especialistas afirmam que a solução real exige o engajamento de todas as esferas do Estado — federal, estadual, municipal, Legislativo e Judiciário. Atualmente, não há uma proposta que combine eficácia mensurável com legitimidade institucional, mantendo a segurança pública como um tema que não define a eleição presidencial.

