Um seminário sobre Economia de Bem-Estar demonstrou que o desenvolvimento não é linear, exigindo um Plano de Metas preciso. Os participantes discutiram a burocracia em compras públicas, as mudanças no mercado de trabalho e a importância da territorialidade.
Fernando de Souza Coelho afirmou que as compras públicas são uma ferramenta forte para a inovação, mas o risco é limitado pela sobreposição de órgãos de controle. Ele explicou que a postura burocrática histórica, intensificada após a Lava Jato, faz com que gestores evitem medidas arriscadas. Nas prefeituras, a falta de normas reguladoras e a aversão ao risco impedem tentativas de inovação na área pública.
Márcio Pochmann, presidente do IBGE, alertou para as transformações no mercado de trabalho causadas pelas plataformas digitais. Ele defendeu a difusão de arranjos produtivos locais e formas de cooperativismo para organizar esse novo modo de produção. José Eduardo Cassiolato complementou, defendendo que os planos de desenvolvimento devem considerar a territorialidade para dinamizar economias locais.
Carlos Gadelha concluiu que o foco das políticas deve ser as indústrias do bem-estar. Ele declarou que a saúde, setor que mais emprega pessoas, deve ser vista como uma alavanca de crescimento do país, e não apenas como um atendimento à demanda populacional.

