O primeiro Seminário Mercosul do Rock ocorreu no último fim de semana, no Distrito Federal, e consolidou o gênero como patrimônio cultural da América Latina. O evento, realizado no Espaço Cultural Renato Russo, reuniu acadêmicos e artistas para debater a resistência e a arte do rock.
O encontro, que ocorreu em véspera do Dia Mundial do Rock, foi uma iniciativa do coletivo Setorial Cultura Rock, com execução da AACUC e apoio de recursos públicos. No Distrito Federal, o rock já possui reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial, e um Projeto de Lei busca oficializar o gênero como manifestação da cultura brasileira.
A programação dividiu-se em três eixos. O primeiro analisou o rock como instrumento de contestação política durante as ditaduras militares do continente (1964–1985). O segundo focou na contemporaneidade, abordando negritude e ancestralidade indígena. O terceiro eixo buscou promover a integração latino-americana.
O seminário contou com a participação de diversos nomes. O pesquisador Cristiano Passos conduziu imersão sobre a cultura heavy metal. A vocalista Natália Moraes discutiu negritude e punk, enquanto Carlos Lopes, fundador da banda Dorsal Atlântica, palestrou sobre resistência e liberdade de expressão.
Além dos debates teóricos, o evento ofereceu oficinas práticas sobre gestão de redes sociais e comunicação para trabalhadores da cultura. As tardes e noites foram marcadas por apresentações de bandas como Mitsein e Amazing, confirmando o sucesso do projeto.

