O Senado Federal utiliza um sistema eletrônico de votação próprio, distinto daquele empregado pela Justiça Eleitoral em eleições. O sistema registra os votos dos senadores em deliberações do Plenário e das comissões, contando com mecanismos de segurança específicos.
A modernização do sistema ocorreu no início de 2026, quando o Senado inaugurou um novo painel no Plenário. Segundo o secretário-geral da Mesa, Danilo Aguiar, a atualização visou reforçar a segurança e garantir a fidelidade do voto, mantendo a harmonia arquitetônica do local. Aguiar afirmou que a atualização reforçou a segurança, garantindo que o voto do congressista seja contabilizado com absoluto sigilo, conforme a Constituição Federal.
O diretor da Secretaria de Tecnologia da Informação do Senado, Gleison Gomes, explicou que o sistema possui múltiplas camadas de proteção. A autenticação por credenciais e biometria assegura que apenas o congressista registre seu voto. Além disso, a criptografia e os mecanismos de proteção da infraestrutura garantem a integridade do processo. Em votações presenciais, o registro ocorre em duas etapas: identificação por código e biometria, seguida da escolha do voto entre sim, não ou abstenção.
Para votações nominais públicas, senadores podem usar o aplicativo Senado Digital, desde que tenham registrado presença física no Senado. No entanto, votações para escolha de autoridades, como ministros e embaixadores, são presenciais e secretas, não permitindo registro remoto. A participação remota é permitida em sessões especiais ou em audiências de comissões, mediante autorização.

