O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias o direito de visita do senador ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida, publicada em nota, foi classificada como “autoritária e desproporcional”, configurando, segundo Marinho, uma interferência política.
A suspensão das visitas ocorreu após Moraes entender que o senador utilizou o contato com o pai para obter uma carta de Jair Bolsonaro. No documento, o ex-presidente pedia apoio aos apoiadores para a pré-candidatura do filho e o apresentava como seu “porta-voz”. Marinho afirmou que a decisão do STF representa uma tentativa de tornar o ex-presidente “incomunicável”.
O parlamentar comparou as restrições impostas a Bolsonaro com o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve preso. Marinho declarou que Lula manteve interlocução política e recebeu diversas visitas de aliados durante o encarceramento. Ele alegou que há um “padrão de comportamento” envolvendo integrantes do PT e do STF, o que desequilibra o ambiente democrático.
A decisão de Moraes também determinou que a defesa de Jair Bolsonaro esclareça, em 48 horas, se o ex-presidente tinha conhecimento da publicação da carta. O ministro encaminhou o caso ao procurador-geral eleitoral para apurar possível propaganda antecipada, pois o conteúdo da carta poderia configurar promoção da pré-candidatura do senador.

