O senador Flávio Bolsonaro pediu a representantes diplomáticos estrangeiros que enviem o maior número de observadores possível para as eleições de outubro. Durante o evento em Brasília, ele citou informações inverídicas sobre uma empresa venezuelana, baseando-se em documentos divulgados após pronunciamento de Donald Trump.
O parlamentar, pré-candidato à presidência, fez o pedido durante o encontro “Debatendo o Brasil”. Ele afirmou que, embora não questione o sistema de votação brasileiro, solicita a presença de pessoas com conhecimento sobre a tecnologia para garantir eleições mais seguras e transparentes.
Flávio Bolsonaro referenciou documentos da CIA que levantaram suspeitas sobre o processo eleitoral venezuelano. Ele citou especificamente a empresa venezuelana Smartmatic, alegando que ela teria programação para alterar votações no país. Essa alegação foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2017, que explicou que as urnas são produzidas sob coordenação direta da Justiça Eleitoral.
O TSE reafirmou que não há relação entre as urnas brasileiras e a empresa venezuelana, embora esta tenha participado de licitações para serviços de conexão de dados. O senador também relembrou a condenação do pai por abuso de poder político, após este ter feito acusações infundadas sobre o sistema eleitoral em 2022.

