O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu, nesta terça-feira, 21, em Brasília, o envio de observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil. Em reunião com representantes de mais de 40 países, o congressista também ligou as urnas eletrônicas à empresa venezuelana Smartmatic.
O senador associou as urnas eletrônicas à Smartmatic ao citar documentos da CIA sobre suspeitas de fraude no processo eleitoral venezuelano. Ele declarou que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa”. A Justiça Eleitoral negou a alegação, afirmando que a Smartmatic nunca forneceu softwares ou urnas para o Brasil.
Apesar da menção à origem das máquinas, o senador pediu que os países ampliem a participação de missões no pleito nacional. “Não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições”, afirmou. Ele complementou que especialistas poderiam ajudar a tornar o processo “mais seguro e transparente”.
A campanha do senador afirmou que ele “não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro” e que o convite a observadores internacionais “segue uma prática adotada em diversas democracias”, visando reforçar a transparência do sistema.

