Um senador tentou vender um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões um dia após ser alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina. A transmissão da propriedade foi barrada pelo cartório de registro de imóveis, que recebeu ordem de bloqueio de bens assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
A tentativa de comercialização do imóvel ocorreu após o senador ser investigado pela PF na nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho. A área, localizada na Região Metropolitana de Salvador, foi adquirida pelo Grupo City, sócio da SAF que comanda o Esporte Clube Bahia, em conjunto com empresas imobiliárias.
A defesa do senador afirmou que não há irregularidades no negócio. Segundo o advogado, os fatos são públicos e a transação é resultado de negociação iniciada em 2024 e formalizada em 2025. A defesa detalhou que o acordo previa permuta do imóvel por lotes e pagamento antecipado de R$ 2 milhões, com imposto de ganho de capital recolhido em 30/06/2025.
Além do terreno, o senador havia acertado a venda de um apartamento em Salvador por R$ 10 milhões, transação que também foi bloqueada pela ordem judicial. Apesar das restrições, o senador já teria recebido pelo menos R$ 12 milhões pelos negócios. O senador deixou o posto de líder do governo Lula no Senado após a operação da PF.

