O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que sua inocência será provada, mas se recusou a comentar sobre sua intimação pela Polícia Federal (PF) na investigação do caso Master. A PF o investiga por suspeitas de benefício indevido em negociações ligadas ao banco.
Wagner declarou em coletiva, realizada em Salvador, na Bahia, nesta terça-feira (21), que não comentaria o tema, seguindo orientação de seu advogado. Ele disse: “Eu, por orientação do meu advogado, não falo sobre o tema, estou falando só sobre campanha. Mas eu estou tranquilo, acho que, assim como em 2018, a inocência será provada independente dessa agitação que está agora”.
O parlamentar foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em 18 de junho. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento envolvendo o senador e o Banco Master. Entre os fatos apurados, consta a compra de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões, em Salvador, pelo ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima.
Wagner é investigado devido à sua relação com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master e dono do Banco Pleno. O banqueiro implementou um sistema de crédito consignado para servidores públicos na Bahia quando Wagner era governador. O senador deixou a liderança do governo no Senado em 24 de junho.

