O setor de distribuição de aço no Brasil registrou a maior queda mensal de vendas do ano em junho, segundo relatório do Citi. O banco aponta que a recuperação consistente de preços e margens só deve ocorrer em 2027, devido ao excesso de estoque e à baixa demanda.
As vendas de distribuidores caíram 6,9% em junho em comparação com maio. A projeção do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (INDA) indica uma nova queda de 2% no mês de julho. Os estoques do setor subiram para 3,7 meses de vendas em junho, com expectativa de 3,8 meses em julho, patamar superior ao nível considerado normalizado, que é de 3,0 meses.
As tentativas de recuperação de preços enfrentam resistência da cadeia, que carrega estoque em excesso. As compras dos distribuidores totalizaram 323,8 mil toneladas em junho, queda de 4,9% contra maio, mas alta de 4,4% na comparação anual. As vendas totais de junho foram de 317,7 mil toneladas, recuo de 6,9% em relação a maio, totalizando 1.916,0 mil toneladas no acumulado de 2026.
No segmento de importações, o volume nacional de aço plano caiu 35,6% em junho frente ao ano anterior. Bobinas a quente lideraram a retração das importações, com queda de 86% em junho. O Citi avalia que a demanda ainda não avança o suficiente para absorver os estoques acima do normal, o que impede os distribuidores de aceitar reajustes de preço.


