O setor de árvores cultivadas acompanha com apreensão o aumento do protecionismo no comércio exterior dos Estados Unidos. A decisão sob a Seção 301 manteve exceções para celulose de fibra, mas impõe tarifa adicional de 25% sobre produtos como celulose solúvel e painéis de madeira.
A preocupação se concentra nos segmentos não contemplados na lista de exceções, como celulose solúvel, papéis, painéis de madeira, MDF, MDP e pisos laminados. Segundo Paulo Hartung, presidente da Ibá, os produtos são competitivos e integrados a cadeias industriais relevantes em ambos os países.
Os dados do primeiro semestre de 2026 já mostram retração nas exportações brasileiras para os EUA. As vendas externas de papel caíram 48,5% em toneladas, enquanto painéis de madeira registraram queda de 50,3%. Madeira serrada recuou 36,6% e madeira compensada diminuiu 25,3% no mesmo período de 2025.
A Ibá afirmou que acompanhará os desdobramentos da medida e buscará diálogo com o governo brasileiro e clientes internacionais. A entidade considera fundamental preservar os canais diplomáticos para manter a previsibilidade da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos.

