Setores influentes da direita econômica e política começam a questionar a capacidade de um senador enfrentar a reeleição do presidente Lula. A dúvida surge após o senador ajustar posições sobre tarifas americanas e receber críticas de ambientes tradicionalmente conservadores.
A crise no campo conservador brasileiro se manifesta com questionamentos públicos sobre a liderança de um senador. Um editorial de um jornal afirmou que o político seria “indigno da confiança do setor produtivo nacional”. Essa crítica ultrapassa o âmbito eleitoral, atingindo setores empresariais e liberais.
O desgaste do senador foi construído ao longo de um ano, marcado por mudanças de postura diante de tarifas americanas. Inicialmente, o político comemorou sanções de 50% sobre produtos brasileiros, mas, sob impacto econômico, pediu o adiamento das tarifas. Essa sequência gerou a imagem de um político que ajusta sua posição conforme o custo eleitoral da crise.
As críticas não vêm apenas da oposição. O setor privado avaliou a participação do senador em audiência nos Estados Unidos como constrangedora. Além disso, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, declarou em Brasília que quem votar no senador reelegerá Lula, pressionando por uma alternativa unificadora na direita.

