Setores da esquerda demonstram seletividade ao reagir a injustiças cotidianas, priorizando certas causas em detrimento de outras. A crítica aponta que essa escolha revela conveniências políticas, enquanto a primeira-dama do Brasil, Rosângela Lula da Silva, enfrentou críticas sobre gastos em viagens oficiais.
A reação de certos grupos políticos a problemas sociais é frequentemente seletiva. Enquanto há mobilização intensa contra o racismo e a misoginia, a percepção aponta menor disposição para enfrentar a corrupção, a violência urbana e a alta carga tributária. Essa escolha parcial fragiliza o discurso político, pois a luta por justiça é vista como universal.
Em relação a gastos públicos, Rosângela Lula da Silva foi alvo de críticas sobre despesas em viagens oficiais. O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou processos sobre o tema, concluindo que não houve irregularidades. O texto argumenta que a busca por uma ‘justiça social’ pode se tornar uma ‘justiça cósmica’, conceito que tenta atribuir culpa a grupos inteiros sem provas objetivas.
A análise sugere que a transformação social exige uma indignação mais abrangente. Corrupção, misoginia, racismo, fome e violência são sintomas de uma estrutura espoliativa. O desafio reside em vincular as causas ao combate social ou legislativo, evitando a confusão entre justiça concreta e abstrações inalcançáveis.

