A Shein informou que está sob investigação da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) enquanto avança nos preparativos para abrir capital na Bolsa de Valores de Hong Kong. A varejista divulgou a apuração em documentos apresentados às autoridades do mercado financeiro, alertando que sanções podem afetar seus resultados operacionais.
A empresa confirmou que colabora com a investigação e reconheceu que o processo pode culminar em um acordo ou em outra decisão do órgão regulador americano. A FTC, principal órgão de proteção ao consumidor dos EUA, fiscaliza práticas como publicidade enganosa, problemas de privacidade de dados e o uso de “padrões obscuros” em plataformas digitais.
A Shein ganhou notoriedade por usar recursos em seu aplicativo que estimulam compras rápidas, como cronômetros regressivos e descontos por tempo limitado. A investigação ocorre em um momento em que a companhia busca finalizar sua listagem em Hong Kong, após enfrentar resistência política em tentativas anteriores de listagem nos Estados Unidos e em Londres.
A revelação da apuração adiciona um fator de atenção para investidores, pois o desfecho regulatório pode influenciar os custos e o desempenho financeiro da companhia após o IPO. A FTC não comentou o caso, e a Shein não respondeu a pedidos de esclarecimento sobre a natureza da apuração.

