A Shein alertou que uma investigação conduzida pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) pode gerar consequências financeiras relevantes para a companhia. A informação foi apresentada nos documentos da varejista antes de sua oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Hong Kong, onde a empresa colabora com as autoridades americanas.
A FTC, principal agência de defesa do consumidor dos EUA, apura possíveis violações das leis americanas. O escopo da investigação abrange práticas como publicidade enganosa, transparência em ofertas, proteção de dados pessoais e o cumprimento das regras de marketplaces digitais. A empresa não detalhou o foco inicial da apuração, mas reconhece que pode ser obrigada a realizar pagamentos elevados em caso de acordo.
Este processo se soma a outros desafios regulatórios enfrentados pela Shein. A companhia já recebeu sanções na França por tratamento de dados e descontos considerados enganosos. Nos Estados Unidos, a varejista também responde a ações judiciais sobre alegações de produtos tóxicos e privacidade de dados.
A divulgação do alerta ocorre durante a preparação do IPO em Hong Kong, operação que pode levantar entre 2 bilhões e 3 bilhões de dólares (R$ 15,3 bilhões). A junção da fiscalização regulatória e das disputas judiciais representa um dos principais desafios para a abertura de capital da empresa.

