Uma eventual nova alta da Bolsa brasileira deve começar com as blue chips, mas o analista André Moraes afirma que as maiores oportunidades de valorização podem surgir posteriormente entre as small caps. O fluxo de capital estrangeiro tende a priorizar ações de alta liquidez inicialmente, antes de migrar para empresas mais sensíveis à economia.
A primeira fase de uma nova arrancada no mercado de ações depende do capital internacional. Segundo Moraes, investidores locais ainda estão pouco posicionados, o que torna o fluxo estrangeiro essencial para sustentar uma alta ampla. O investidor estrangeiro busca liquidez para montar e sair de posições rapidamente, o que favorece empresas de grande volume de negociação.
Nesse início, ações como Petrobras, Vale, Itaú, Bradesco, WEG e Embraer são citadas como candidatas a liderar o movimento. Contudo, o avanço dessas grandes empresas prepara uma segunda etapa. À medida que os papéis mais líquidos sobem e encarecem, o capital pode buscar small caps, como as de varejo e construção civil, que oferecem maior espaço de valorização.
Moraes detalha que as oportunidades mais relevantes podem surgir quando o dinheiro deixar de focar nas empresas tradicionais. A rotação para essas empresas de crescimento depende do comportamento do petróleo e da trajetória da Selic. Uma normalização nos preços do petróleo pode destravar essa nova fase de alta, embora a alta do mercado permaneça desafiadora.


