O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a empresa Smartmatic não é fornecedora das urnas eletrônicas utilizadas no sistema de votação do Brasil. A informação falsa, que circula desde 2017, foi retomada recentemente por um pré-candidato à Presidência em reunião com embaixadores.
O TSE esclareceu que, embora a Smartmatic tenha tido um contrato com a Justiça Eleitoral, este se limitou ao suporte técnico-operacional das eleições de outubro de 2014. Segundo o órgão, a empresa foi contratada para recrutar e treinar cerca de 14 mil profissionais para auxiliar no preparo e manutenção das urnas.
A Corte Eleitoral reforçou que, em nenhum momento, a Smartmatic atuou na programação dos equipamentos. O sistema de votação brasileiro utiliza meios próprios e criptografados de comunicação, sem contato com redes públicas, como a internet. O TSE afirma que o sistema foi testado e provado isento de manipulação.
As empresas que forneceram urnas no país desde o primeiro modelo incluem Unisys, Procomp Indústria Eletrônica Ltda e Diebold. A Smartmatic chegou a participar de licitação para 2020, mas perdeu a disputa. A Justiça Eleitoral também mencionou que o sistema passa por testes regulares com a participação de entidades da sociedade civil e partidos políticos.


