O descarte de sobras de tinta no lixo comum representa um risco ambiental, pois o material não se decompõe e pode contaminar solo e água. Para evitar esse impacto, a legislação prevê a logística reversa, e empresas como a Tintas Verginia implementaram programas de coleta.
O descarte incorreto de tintas, embalagens e ferramentas usadas em reformas gera impactos ambientais. Segundo Eduardo Bathke, diretor-geral da Tintas Verginia, o descarte inadequado pode dificultar a reciclagem de outros resíduos e contribuir para a contaminação do solo e da água. Materiais que retêm resíduos de tinta exigem destinação adequada para minimizar esses riscos.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, incluindo tintas e vernizes. Para atender a essa exigência, a Tintas Verginia criou o Programa Coleta Colorida em 2019. A iniciativa utiliza a rota de caminhões de abastecimento para recolher embalagens e sobras de tinta pós-consumo, encaminhando-as a parceiros especializados.
Em 2025, o programa destinou corretamente 19,98 toneladas de materiais, evitando o descarte inadequado de quase 20 toneladas. Além do descarte, a empresa orienta que, se a tinta estiver em boas condições, o ideal é armazená-la ou doá-la antes de encaminhar ao ponto de coleta apropriado.

