A indústria nacional de móveis enfrenta sérios riscos devido à entrada em vigor de uma taxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, que se concretiza em 22 de julho de 2026, afeta um setor que já viu suas exportações para o mercado norte-americano caírem 41% neste ano.
A Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) alertou sobre o impacto da barreira comercial. Segundo a diretora executiva, a medida já resultou em cerca de 10 mil desempregos no parque industrial. A executiva afirmou que não é possível manter a operação com os custos atuais e sem produção.
Os Estados Unidos representam o principal destino das exportações brasileiras de móveis, respondendo por 30% do volume total, segundo a Abimóvel. A diretora explicou que o setor, considerado eficiente, sofre com o tarifaço. Ela também comentou que redirecionar a produção para outros países leva de cinco a seis anos devido a certificações.
A Abimóvel busca reverter o quadro por meio da diplomacia comercial. A organização acredita que há possibilidade de negociação para evitar o agravamento do cenário. A tarifa foi anunciada após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

